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Estudos para Conjura foram uma série de encontros abertos ao público e gratuitos com  os profissionais referência da dança, teatro e performance e das ciências humanas, com pesquisas e práticas ligadas às discussões das estéticas e políticas afro-diaspóricas.
Nossa proposta de "Estudos" pressupos  uma ativação de sentidos para construirmos pensamentos críticos que nos permitam interrogar de maneira pulsante as ordens das coisas.
Estudar a diáspora pode significar abordar as circulações de vida? Nestes tempos brutais estamos convocadas a fortalecer as imaginações que nos levam a forjar novos mundos.
Em  7 encontros discutimos  a composição de dançares pretes, as políticas de representação identitária no campo das artes da afro-diáspora e as práticas de nomeação dos fazeres de dança; Estudamos o pensamento de mulheres negras da América Latina a partir de ideias sobre a raiva e a radicalidade do amor; Descobrimos  [ dançando ] a performance J-Sette e o que pode ser complexo e mutante nas corporeidades contra hegemônicas; Imaginamos  masculinidades negras não esperadas e o papel protagonista das populações negras na formação de São Paulo.
A cada dia, uma forma de conjura. 

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4 e 5 de maio de 2021 
Tema: ”Das bocas às orelhas: conversas experimentais para dançar"

A conversa transitou entre práticas performativas de fala, escrita, escuta e movimento. Durante o percurso apresentou-se e produziu-se  assuntos e materiais poéticos, históricos e críticos que para a interrogar e compor na direção dos dançares pretes.

Carmen Luz

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11 de maio 
Tema:   Danças negras e suas representações: tensões em movimento.
Um convite à reflexão sobre as políticas de representação identitária no campo das artes afro-diaspóricas e as práticas de nomeação dos fazeres de dança. Indagaremos sobre a experiência das Danças Negras como espaço de formação educacional e artística, refletindo também sobre a constituição de seu campo epistêmico próprio, suas implicações éticas e políticas.

Fernando Ferraz

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Daniele Almeida

Tema: A Descoberta da Raiva e a Radicalidade do Amor como Método
18 de maio

Nesse encontro nos enveredamos pelas interioridades do pensamento de mulheres negras na América Latina, através da crítica antirracista e decolonial de duas intelectuais fundamentais na produção da pensamento contemporaneo, as dominicanas Yuderkys Espinosa e Ochy Curiel.  A partir de perspectivas e apontamentos de suas obras, refletiremos sobre a raiva e seu papel mensageiro e educativo na construção e na luta política, assim como abordaremos a centralidade do amor como método transformador e construtor de comunidade.

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Tema: A Velocidade do Conhecer Alguém

25 de maio (19h às 21h) jumatatu poe (EUA) |

A Velocidade do Conhecer Alguém

Conversa sobre o trabalho artístico e social de jumatatu poe e a importância de mover-se devagar pelo mundo, com foco na sua pesquisa e prática de estilo de dança afro-estadunidense chamado J-Sette que cresceu nas arquibancadas dos estádios de esportes em universidades historicamente negras do sul dos EUA, e nas pistas de dança de boates gays negras. 
 

jumatatu poe (EUA) 

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Tema: Entre algum afeto, transgressão & luta: tentativas de construir uma masculinidade negra não esperada
1 de junho 

Encontro-vivência-ensaio sobre a experiência de um intérprete negro e a construção de masculinidades negras em plataformas distintas. Entre arquétipos, estereótipos e a tentativa de novas fundações. Em busca de um corpo livre e com asas. 
 

Sidiney Santiago 

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Petrônio Domingues 

Tema: Protagonismo negro em São Paulo: história e historiografia
8 de junho 

Nesta aula, Petrônio Domingues vai abordar a experiência negra em São Paulo no decurso pós-abolicionista, quando as relações hierárquicas entre senhores e escravos deixaram de existir. Reconstituir e examinar o protagonismo negro, a partir de sujeitos (homens e mulheres), fatos, cenários, agências, conexões, movimentos sociais, políticas raciais, fluxos culturais e narrativas identitárias, procurando romper com o silêncio em torno desta temática e dando visibilidade a experiências históricas que desconstruam estereótipos, clichês e imagens cristalizadas. O pressuposto é que, na formação histórica de São Paulo, as pessoas negras não cumpriram um papel tão somente simbólico, nem coadjuvante. Antes assumiram um papel de agência no processo de produção da riqueza material e no estabelecimento das bases da vida social, política, cultural e espiritual.

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